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JAILTON DIAS


AS POTENCIALIDADES PAISAGÍSTICAS DE UMA REGIÃO CÁRSTICA: o exemplo de Bonito, MS


.................................................. Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Campus de Presidente Prudente, para a obtenção do título de Mestre em Geografia (Área de Concentração: Desenvolvimento Regional e Planejamento Ambiental).

Orientador: Prof. Dr. Messias Modesto dos Passos


PRESIDENTE PRUDENTE

ABRIL DE 1998


D541 p        DIAS, Jailton

                     As potencialidades paisagísticas de uma região cárstica: o exemplo de Bonito, MS. Jailton Dias. Presidente Prudente, 1998.  183 p.; ilus.

                     Dissertação – Mestrado – Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade Estadual     Paulista.

                    1. Paisagem – carste – unidades básicas     2. Biogeografia

CDD 2a. ed. 551.35


BANCA EXAMINADORA

Presidente e Orientador: Prof. Dr. Messias Modesto dos Passos (FCT-UNESP)

2o. Examinador: Profª. Drª Mercedes Abid Mercante (UFMS/UNIDERP)

3o. Examinador: Prof. Dr. Roberto Rosa (UFU)

Presidente Prudente, SP, 22 de Junho de 1998.


À meu pai (Edemilson), mãe (Maria)

e irmãos (Edilson e Rose),

Que mesmo distante sempre deram-me forças

para continuar a batalha iniciada no dia em

que saí de casa,

Dedico


AGRADECIMENTOS

A trajetória deste trabalho envolveu inúmeras pessoas que direta ou indiretamente foram de importância fundamental para que esta chegasse a seu final. Neste espaço, quero manifestar minha extrema gratidão a todas elas e, em particular:

· à Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela ajuda financeira, sem a qual este trabalho não poderia chegar ao fim;

· às pessoas e órgãos públicos de Bonito pelo fornecimento de informações importantes para este trabalho;

· aos colegas de turma pelo tempo agradável que passamos juntos na busca de um mesmo objetivo;

· aos meus amigos: Nalva, Silvânia, Eduardo, Natanael, Reinaldo, Fabrício, Fábio e à "minha gata" Roberta, que acompanharam minha luta e entenderam os momento de pouca atenção por mim dispensada;

· à Ana, funcionária no Curso de Pós-Graduação em Geografia, pelo apoio e carinho durante todo o curso;

· à M.Sc. Édima Aranha Silva (CEUL/UFMS), pelo eterno incentivo e amizade;

· à M.Sc. Conceição Aparecida Queiroz Gomes (CEUL/UFMS), pela amizade e força sempre dispensada;

· ao Prof. e amigo João Geraldo N. Rubelo (FAFICLE) e Walma (esposa) que sempre me empolgaram na busca dos meus objetivos;

· `a colega de turma e amiga Ester Pereira da Costa, pelo apoio e material emprestado;

· ao Prof. Wallace de Oliveira (CEUL/UFMS), companheiro de turma e de luta, pelo tempo que passamos juntos nesta mesma empreitada;

· à Profª. Drª. Arlete Aparecida Correia Meneguete (UNESP) pelo apoio, carinho e empolgação;

· ao Prof. Dr. Roberto Rosa (UFU) pelos cursos do GRASS, pelo apoio durante todo o tratamento das imagens de satélites e pela amizade ao longo do tempo firmada;

· ao Geólogo e amigo Marcos Norberto Boin, pela amizade externada e pelo inestimável apoio durante os últimos passos desta trajetória;

· ao Prof. Dr. Hideo Sudo e à Profª. Drª. Mercedes Abid Mercante, integrantes da minha banca de exame de qualificação, pelas dicas e pelo incentivo de continuar adiante na luta;

· ao Prof. Dr. Messias Modesto dos Passos, hoje amigo, que aceitou contribuir para meu crescimento orientando-me neste trabalho.


BIOGRAFIA

JAILTON DIAS, filho de Edemilson Aparecido Dias e Maria de Lourdes Pícolo Dias, nasceu em Santa Clara D’Oeste, Estado de São Paulo, em 06 de janeiro de 1972.

Concluiu o primeiro e o segundo graus na E.E.P.S.G. "Rubens de Oliveira Camargo", Rubinéia, SP, no ano de 1989.

Ingressou na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Centro Universitário de Três Lagoas em 1990, graduando-se em Geografia - Licenciatura Plena e Bacharelado em 1993.

Em março de 1995, iniciou o mestrado em Geografia, na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus de Presidente Prudente, SP, concluindo-o em abril de 1998.


RESUMO

Este trabalho tem por objetivo definir as unidades básicas da paisagem da região de Bonito, Mato Grosso do Sul, contribuindo para uma melhor ordenação e exploração do espaço regional. Bonito, localizada na porção centro-ocidental do Estado de Mato Grosso do Sul, bordejando a parte leste do Pantanal, constitui hoje um local de grande interesse econômico, visto seus grandes potenciais naturais para o turismo, agropecuária e extrativismo. Assentado sobre litologias calco-dolomíticas, o desenvolvimento do fenômeno cárstico, criou formas exóticas e belas, favorecendo, recentemente, a exploração para o turismo, o que tem colocado em risco a integridade da natureza. Para a definição das unidades básicas da paisagem de Bonito, utilizou-se imagens de satélite LANDSAT TM, canais 3, 4 e 7, tratadas pelo software GRASS 4.1Ò , juntamente com trabalhos de campo e mapeamentos do meio físico. Cada uma das unidades básicas representa uma porção regional com dinâmica e funcionamento diferenciados. Buscou-se em BERTRAND (1971), SOTCHAVA (1971 e 1972), TRICART (1977), entre outros, o referencial teórico básico dos conceitos e métodos utilizados na interpretação e definição das unidades básicas da paisagem.

Palavras Chaves: Bonito, MS - carste - paisagem - unidades básicas

 


ABSTRACT

This work aspire to define the basic units of the landscape of the region around Bonito, Mato Grosso do Sul State, contributing to a better ordering and exploration of the regional space. Located, on mid-western portion of Mato Grosso do Sul State, bordering the part east of Pantanal, constitutes nowadays a great economic interest location, motivated by their natural potential for tourism, agriculture, pasturage and extractivism. Seated on limestone-dolomite lithology, the development of the karstic phenomenon has created beautiful and exotic forms, meaning, lately, the tourism exploration, placing the nature's integrity on hazard. The basic units of the landscape was defined, appling LANDSAT TM satellite images, 3, 4 and 7 channels, worked by GRASS 4.1Ò software, side by side fields work and phisical environment mapping. Each one basic unit represents a regional portion with distinct dinamic and functioning. It was searched on BERTRAND (1971), SOTCHAVA (1971 and 1972), TRICART (1977) and others, the basic theoretical references about the concepts and methods applied on basic units of the landscape definiton and interpretation.

Keywords: Bonito, MS - karst - landscape - basic units


 

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE FOTOS

CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

1.1. Dos motivos da escolha de Bonito como área de estudo

1.2. Os objetivos da pesquisa

1.3. Informações sobre o objeto de pesquisa

1.3.1. Bonito no contexto regional

CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. A prática metodológica da ciência da paisagem

2.1.1. Conceito de paisagem

2.1.2. O sistema taxonômico de BERTRAND

2.2. As paisagens cársticas

2.2.1. A morfologia cárstica

2.3. Os estudos da paisagem a partir do sensoriamento remoto

2.4. O Sensoriamento Remoto e o Sistema de Informação Geográfica

2.4.1. O Geographical Resource Analysis Support System (GRASS)

2.5. As unidades básicas da paisagem e o zoneamento geoecológico

2.6. O fenômeno turismo

2.6.1. Turismo, ambiente e sociedade

CAPÍTULO III - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.1. A síntese da concepção de paisagem

3.2. Materiais e Técnicas utilizadas

3.2.1. Os tratamentos efetuados nas imagens orbitais

3.2.2. Outras bases cartográficas

3.2.3. Pirâmides de Vegetação

3.2.4. A Atividade Turística

CAPÍTULO IV - A ESTRUTURAÇÃO DA PAISAGEM DA REGIÃO DE BONITO

4.1. O potencial ecológico da Região de Bonito

4.1.1. As bases estruturais e morfogenéticas

4.1.2. As condicionantes climáticas

4.1.3. O perfil hidrológico

4.2. A exploração biológica da região de Bonito

4.2.1. A estrutura edafogenética

4.2.2. A estrutura florística

4.2.2.1. As pirâmides de Vegetação

4.3. A ação antrópica

4.3.1. A concepção natural e humana do espaço

4.3.2. As transformações históricas da paisagem

4.3.3. As derivações antropogênicas do espaço de Bonito

4.3.4. Bonito e o turismo

4.4. As Paisagens de Bonito

CAPÍTULO V - A IMAGEM ORBITAL "BONITO"

5.1. As propriedades da imagem

5.2. A escala têmporo-espacial

5.2.1. A imagem de 1987

5.2.2. A imagem de 1995

5.3. A título de síntese

CAPÍTULO VI - AS UNIDADES BÁSICAS DA PAISAGEM

6.1. A Unidade Cárstica da Bodoquena

6.2. A Unidade do Formoso/Perdido

6.3. A Unidade dos Morros Disjuntos

6.4. A Unidade de Pastagens

6.5. A Unidade Agrícola

CAPÍTULO VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 


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